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O período de treinamentos no Palmeiras continua a todo vapor. Depois de dias de testes físicos e aprimoramento técnico, o elenco do Verdão finaliza os trabalhos na Academia de Futebol neste fim de semana e, a partir de segunda (09), embarca para a cidade de Atibaia, no interior de São Paulo, para terminar as atividades que visam a disputa do Campeonato Brasileiro. E, depois de tanto esforço neste tempo sem jogos, o técnico Cuca tem uma certeza: quer uma boa arrancada da equipe nas primeiras rodadas do Nacional.

“Você tem de tirar um proveito de uma coisa ruim. Após as eliminações, nós nos reagrupamos, conversamos e trabalhamos muito, e o trabalho ainda está na metade, temos o fim de semana e a semana que vem inteira. Dividimos a preparação em etapas, no primeiro meio de semana em diante fizemos todas as avaliações para termos ideia do aspecto físico dos jogadores. Foram feitos todos os testes possíveis, e, durante a semana, regularizamos todos, quem estava jogando ou não. Aprimoramos a parte técnica e agora, na última semana, daremos ênfase na parte tática. Deu para trabalhar bem, e isso nos dará cerca de dois meses de condição boa de trabalho no Brasileiro, depois temos de dar uma carregada de novo”, explicou.

Apesar das desclassificações na Copa Libertadores e no Campeonato Paulista, o treinador prefere ver o lado positivo e sair à frente dos adversários na principal competição do país. “O que vejo de vantagem para nós é que pudemos trabalhar o início do campeonato, coisa que 90% dos times não tiveram esta oportunidade. Tem time disputando as finais e não está mirando o Campeonato Brasileiro. Não temos desculpa para não começarmos bem e darmos uma arrancada boa”, afirmou o palestrino.

E a confiança em ter sucesso nesta edição do Brasileiro não se restringe somente ao comandante. O atacante Alecsandro, por exemplo, declarou recentemente que “comprou o barulho” de Cuca para alcançar a taça do torneio. “Todo vendedor é bom e ruim. Pode ser bom vendedor, mas não pode vender coisa ruim senão te pegam. Eu tenho convicção no meu trabalho, e não adianta eu estar focado e eles (atletas) não. Eles não precisam pegar a responsabilidade, isso pode deixar para mim. Só precisam fazer o deles dentro de campo”, falou, comentando também sobre a ideia de formação tática que tem para o time alviverde.

“A princípio, não podemos fazer grandes mudanças em plano tático. Por mais que a gente tenha dias para trabalhar, não tenho o grupo todo em mãos, então temos de ter paciência para acontecer ao natural. Penso que teremos umas três formas de jogar e nos adaptaremos às necessidades”, completou.