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Em 2016, o time do Audax surpreendeu a todos pela campanha excepcional no Campeonato Paulista ao eliminar grandes clubes do estado e ficar com o vice-campeonato. Entre eles, Tche Tche chamava a atenção pela movimentação no meio-campo variando da defesa ao ataque com qualidade em velocidade.

Indicação da comissão técnica de Cuca, o atleta não sentiu o peso da camisa, superou as expectativas e, além da assiduidade em campo, mostrou versatilidade, intensidade, talento e presença de área para marcar gols.

Ao todo, o camisa 32 somou 39 partidas e três gols no segundo semestre. Pelo Brasileirão, foram incríveis 37 (das 38) rodadas. A única ausência do ‘motorzinho’ foi por suspensão por três cartões amarelos. Além disso, foi eleito pela CBF o melhor meia do torneio.

O que acontece em 2017?

No entanto, o jogador não consegue repetir as boas atuações da temporada passada e alterna partidas aceitáveis com péssimos desempenhos. Tche Tche chegou a ficar no banco no jogo contra o Penarol ainda sob o comando de Eduardo Baptista e foi bem na recuperação alviverde. Com a saída do treinador, ele revelou que não se sentia bem na posição determinada.

Em entrevista coletiva, Tche Tche afirmou que Cuca lhe conheça perfeitamente e sabe onde rende melhor. Mas, não é que o que está acontecendo nas últimas partidas. Verdade seja dita que boa parte dos seus companheiros também não atravessa bons momentos, mas a queda da qualidade do antigo motorzinho alviverde preocupa.

Tche Tche e Moises formaram uma dupla imbatível no meio palmeirense durante o Campeonato Brasileiro, eliminando até a necessidade de um volante marcador em diversas partidas.

Ambos chegaram a confessar que nunca tinham se adaptado tão rapidamente a um companheiro dentro do gramado. Apesar de evoluir bem, o camisa 10 deve retornar apenas em julho ou agosto a condição de jogo, enquanto isso, Tche Tche segue a disposição de Cuca.