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Talvez, você, palmeirense, não se lembre exatamente da data. Mas, no dia 11 de dezembro de 2012, Fernando Prass era aprovado nos exames médicos e assinava um contrato de três anos com o Palmeiras. Era o segundo reforço para temporada 2013, o último jogador contratado pelo então presidente, Arnaldo Tirone. É, aquele presidente que deixou as finanças em completa desordem, viu a conquista da Copa do Brasil, o rebaixamento no Campeonato Brasileiro e deu uma passada na praia no dia seguinte. Esse mesmo.

Importância de Fernando Prass

Fernando Prass acabava de rescindir com o Vasco da Gama por atraso nos salários e chegava a um Palmeiras completamente destruído. E desde então, nós passamos a contar com, pelo menos, uma certeza em campo: nós tínhamos um excelente goleiro. Tanto que nas ausências de Prass sofremos com a instabilidade de seus substitutos: Bruno, Deola e Fabio. Os três sofreram com falhas grotescas. Justiça seja feita em 2014: nosso elenco também não era nenhuma maravilha.

Mas, nas últimas rodadas do Brasileirão 2014 tínhamos dois motivos razoavelmente bons para acreditar: as voltas de Fernando Prass e Valdivia. Mas, há um abismo entre esses dois jogadores, em minha opinião, acima da média. Prass é unanimidade entre a torcida. Valdivia vive uma história de amor e ódio com a torcida. Verdade seja dita: ambos jogaram no sacrifício na temporada passada.

Temos um camisa 1!

Prass é o tipo de profissional que vai treinar mesmo nos dias de folga para não perder ritmo de jogo. Mesmo aos 37 anos, está em perfeita forma física e é importantíssimo em todas as partidas. Tem clara noção do impacto de cada uma das suas palavras diante da imprensa e é um dos principais lideres do elenco. Nós já temos um Santo Camisa 12, mas, é muito bom saber que também podemos contar com um sensacional Camisa 1.