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Os erros e acertos das contratações do Palmeiras Com a necessidade de reconstruir o elenco alviverde 25 jogadores desembarcaram no Palestra Itália

Por Lucas Lopes

Em janeiro de 2015, logo após o acerto do Palmeiras com o Alexandre Mattos, o jornalista PVC, famoso pela boa utilização de dados históricos e estatísticas, afirmou que o diretor acertou 19 das 35 contratações do Cruzeiro no período de duas temporadas. Colocando em porcentagem, dá pra dizer que Mattos teve um aproveitamento positivo de aproximadamente 54% no clube mineiro.

Mattos chegou ao Palmeiras e com ele uma leva de novos jogadores. A necessidade de começar do zero um elenco, que tinha brigado para não cair até os últimos minutos no Campeonato Brasileiro de 2014, fez com que o número de contratações chegasse a 25 em apenas nove meses de planejamento.

Passado a boa campanha no Campeonato Paulista, terminado a competição com o segundo lugar, o Palmeiras oscila muito no Brasileirão e vê o sonho de disputar a Libertadores em 2016 cada vez mais concorrido. O que nos leva a pensar quem são os acertos e os erros nestes novos nomes.

Se utilizarmos a média de 54% de Alexandre Mattos no Cruzeiro, podemos dizer que até o fim da temporada o diretor terá acertado aproximadamente na contratação de 13 jogadores e errado em 12 novos nomes para a equipe do Palmeiras.

Alguns são incontestáveis, tanto para o bem, quanto para o mal. Outros ainda são incógnitas para o torcedor. Confira:

Acertos

Gabriel : destaque do Palmeiras na temporada, equilibrava o sistema defensivo do Palmeiras até a fatídica lesão que o tirou do resto da temporada.

Arouca: fez dupla de volante com Gabriel que remetia aos grandes times do alviverde. Sozinho tem que carregar o piano e sofre com lesões musculares.

Vitor Hugo: suas boa atuações fizeram o Palmeiras comprar o passe do zagueiro, que é de longe o melhor do setor.

Dudu: chapéu tão dolorido nos rivais, Dudu é o nome mais decisivo do elenco palmeirense. São 42 jogos, 10 gols e 13 assistências.

Robinho: foi decisivo na campanha palmeirense até a final do Campeonato Paulista; segue irregular no Brasileirão, alternando boas e más partidas.

Leandro Pereira: era o artilheiro do time no Campeonato Brasileiro até a chegada de Barrios; deixou o Palmeiras para jogar no Brugge, da Bélgica, e de quebra rendeu uma grana boa para a instituição.

Zé Roberto: o incansável polivante de 41 anos se desdobra em campo e sempre corresponde quando atua; sua improvisações na lateral-esquerda deixam a desejar às vezes.

Lucas: um lateral-direito de qualidade e que ataca muito bem, algo que estava em falta há anos no Palmeiras.

Rafael Marques: decisivo nos clássicos, fez um Campeonato Paulista de grande qualidade e caiu de produção no brasileiro. Não deve permanecer no clube devido a idade e ao valor de contratação.

Kelvin: teve uma sequência de jogos interrompida por lesão, mas sempre entrou bem no decorrer dos jogos. Foi convocado para a seleção olímpica do Brasil.

Victor Ramos: conseguiu superar as desconfianças com boas atuações no Paulista. Teve uma queda de rendimento e hoje em dia vem falhando, assim como o sistema defensivo de um modo geral. Pode ser um bom reserva para 2016.

Erros:

João Paulo: o lateral-esquerdo foi contratado por Mattos por ser o jogador com mais assistência no Flamengo. Não Palmeiras não consegue corresponder em campo. Não é mais jogador que Victor Luís, emprestado ao Ceará.

Allan Patrick: não engrenou o futebol que o levou à Europa, não conseguia acertar uma bola parada, sua principal característica. Foi para o Flamengo e está fazendo um bom campeonato.

Ryder Matos: jogou poucos minutos e mal deu tempo ao torcedor do Palmeiras se acostumar com seu nome. Está no Capri, da Itália.

Amaral: o volante chegou ao Palmeiras com status de titular, era capitão do Goiás e referência na equipe goiana, mas parece sentir o peso da camisa palmeirense e não agrada tecnicamente.

Alecsandro: o atacante chegou ao Palmeiras em um setor com excesso de contingente e, mesmo com a saída do Leandro Pereira , não consegue aproveitar as chances que recebe. Parece estar acima do peso desde que chegou.

Leandro Almeida: talvez o recordista em despertar o ódio da torcida palmeirense em tão pouco tempo. O zagueiro tem se mostrado um desastre em campo e com o beque como titular o Palmeiras tem aproveitamento de Z4: 2 vitórias, 2 empates e 4 derrotas.

Cleiton Xavier: contratado como o grande reforço da temporada, incumbido de substituir a altura o chileno Valdivia, Cleiton Xavier vem decepcionando pelas fracas atuações e pela fragilidade física, que ironicamente o deixa mais fora de campo do que dentro dele.

Incógnitas:

Andrei Girotto: jogou pouquíssimas partidas até a chegada de Marcelo Oliveira. Vem ganhando uma sequência de jogos, mas não consegue chamar a atenção dos torcedores.

Fellype Gabriel: pupilo de Oswaldo de Oliveira, ficou se recuperando de lesão após a saída do treinador. Ainda não estreou pela equipe.

Aranha: contratado para disputar a posição com Fernando Prass, e para substituir o atual titular em caso de lesão, Aranha não teve oportunidades de jogar e amarga o banco de reservas desde que saiu do Santos.

Jackson: zagueiro tem uma temporada irregular pelo Palmeiras. É constantemente preterido pelo técnico Marcelo Oliveira, que prefere Victor Ramos ou Leandro Almeida entre os titulares.

Thiago Santos: volante recém-chegado do América-MG, foi contratado por ser o maior ladrão de bolas da Série B e para substituir Gabriel no time. Ainda é cedo para julgar o potencial do jogador.

Barrios: atacante da seleção do Paraguai, centroavante nato e de bom porte físico, chegou para ser titular absoluto. Quando começa a ganhar uma sequência de jogos, é impedido de jogar por lesões musculares. Demonstra dificuldades na adaptação ao estilo de jogo da equipe. Ainda não correspondeu o investimento feito pela Crefisa em sua contratação.

Egídio: chegou encantando os torcedores palmeirenses com boas atuações e cruzamentos precisos. Teve uma queda gigantesca de rendimento que tirou-lhe a vaga de titular absoluto na equipe. Hoje amarga o banco de reservas do time.